quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Por que a hiper-regulação do Bacen pode reduzir a inovação das Fintechs

Veja alguns dos impactos da nova regulamentação de meios de pagamento do Banco Central, que entrará em vigor no dia 28 de setembro.




O Banco Central (Bacen) colocará em vigor no dia 28 de setembro de 2018 uma nova regulamentação de meios de pagamento.
Diversas dessas novas regras podem frear inovações e aumentar a Concentração da Adquirência no Brasil.
Isso afetará negativamente negócios disruptivos, que promovem a inclusão financeira de pequenos negócios e de consumidores.
O guarda-chuva das mudanças é a Centralização de Liquidações Financeiras.
A partir desta data, todas as liquidações financeiras realizadas por cartão de crédito deverão ser controladas por uma instituição autorizada pelo Banco Central.
Uma dessas instituições é a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), de acordo com a Circular 3.842.
Assim, a liquidação centralizada, também conhecida como Regulamentação de Sub-Adquirentes e Marketplaces, que começou a ser discutida em 2013, deve impactar diversos players do mercado de e-commerce, que participam do fluxo de pagamentos de terceiros.
Entre eles, estão os Prestadores de Serviços de Pagamento (PSP ou Facilitadores de Pagamento) e marketplaces.
Quem não se adequar será proibido de processar transações por cartão de crédito.

Impacto negativo nos negócios

A situação pode ficar mais complicada no caso dos marketplaces e O2O, como Mercado Livre, OLX, ELO7, Dafiti, Nethoes, B2W, Amazon, iFood, 99 Taxi, Uber, etc.
E também para as empresas de compras coletivas, como Peixe Urbano e Groupon, por exemplo.
Parte do faturamento destas empresas advém dos vouchers que o cliente compra, mas não resgata.
Ademais, como os martketplaces foram recentemente introduzidos na regulação, pode-se inferir que 90% do setor não estava sabendo da regra e não começou a se adequar.
Outro ponto importante é que uma das fontes de geração de receita mais importantes para as fintech é o Adiantamento de Recebíveis, que passa a inexistir a partir do momento em que a CIP for implementada.
Ou seja, a partir de 28 de setembro, apenas os bancos poderão adiantar recebíveis no País, inviabilizando financeiramente diversas operações de fintech.

Regulamentação de Interoperabilidade

Além da Liquidação Centralizada na CIP, uma outra norma do Banco Central altera a forma como as empresas de arranjos de pagamento atuam na economia digital.
Trata-se da nova Regulamentação de Interoperabilidade.
Segundo esta norma, as bandeiras de cartão de crédito (arranjos abertos) passariam a definir as regras comerciais, operacionais e técnicas para as transações realizadas nos meios de pagamentos eletrônicos.
Com essa regra, estarão com os dias contados modelos de negócios disruptivos, que promovem a inclusão financeira de pequenos negócios e de consumidores na internet e reduzem o uso do dinheiro em espécie.
Um dos grandes ganhos alcançados pela transformação digital iniciada em 2010 foi justamente a oferta de produtos e serviços inovadores.
Eles permitem, por exemplo:
  • Pagamento de contas de água e luz sem custo de operação;
  • Acesso às máquinas de cartão de baixo custo, sem aluguel;
  • Pagamentos por meio de celulares.
Tudo isso só é possível porque as empresas de arranjos de pagamento fechadas (moeda eletrônica – fintech) podem firmar acordos bilaterais entre si para estabelecer regras, obrigações e responsabilidades sem a interferência das bandeiras.
Deixar que os arranjos abertos definam unilateralmente as regras é voltar ao modelo tradicional de negócios que limita o acesso aos meios de pagamento.

Impacto da regulamentação de meios de pagamento

A pedido da Associação Brasileira de Internet (Abranet), o Insper fez um estudo sobre os impactos da regra proposta pelo Bacen nos novos modelos de negócios existentes no mercado e na economia.
Segundo o estudo, em pouco tempo haveria reversão dos movimentos de inclusão financeira, de formalização da economia e da tendência de oferta de serviços mais baratos pelas Fintechs.
Enfim, as novas regras do Bacen provocarão a reversão na tendência de desconcentração e o desestímulo ao surgimento de modelos nacionais de moedas eletrônicas e ao investimento.
Nos modelos de negócios, elas atingirão em cheio os investimentos em inovação e a capacidade competitiva, provocando uma nova precificação do modelo, para cima.
Além disso, aponta o estudo, o desincentivo ao uso de papel moeda pode entrar em risco.
Isso porque os arranjos tradicionais estão focados nas grandes companhias e os arranjos simplificados no microempreendedor.
O estudo lista os produtos e serviços inovadores que serão afetados pelas novas normas. Entre eles, estão:
  • A transferência e os pagamentos entre contas;
  • A transferência de dinheiro para cartões pré-pagos;
  • As maquininhas sem cobrança de aluguel e de baixo custo;
  • Os pagamentos por meio de links em redes sociais;
  • Os novos modelos para mobilidade urbana, como o Sem Parar;
  • Os emissores de moedas eletrônicas.
Deixar que as regras de pagamentos eletrônicos sejam definidas somente pelos arranjos abertos é devolver a economia digital ao patamar de 10 anos atrás.
Você concorda comigo?
Qual a sua opinião sobre o assunto?

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Fonte: Blog da Blueprintthttps://blueprintt.co/blog/regulamentacao-de-meios-de-pagamento/ 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Nova Regra de Interoperabilidade de Pagamentos pode frear Inovações

Norma afeta negócios disruptivos que promovem a inclusão financeira de pequenos negócios e de consumidores.

Uma norma do Banco Central (Bacen) colocada em Consulta Pública altera a forma como as empresas de arranjos de pagamento atuam na economia digital. De acordo com a nova regulamentação de interoperabilidade, as bandeiras de cartão de crédito (arranjos abertos) passariam a definir as regras comerciais, operacionais e técnicas para as transações realizadas nos meios de pagamentos eletrônicos. Com essa regra, modelos de negócios disruptivos que promovem a inclusão financeira de pequenos negócios e de consumidores na Internet e reduzem o uso do dinheiro em espécie estarão com os dias contados.

Um dos grandes ganhos alcançados pela transformação digital iniciada em 2010 foi justamente a oferta de produtos e serviços inovadores, que permitem, por exemplo, o pagamento de contas de água e luz sem custo de operação ou o acesso a maquininhas de cartão de baixo custo sem aluguel, ou, ainda, pagamentos por meio de celulares.

Tudo isso só é possível porque as empresas de arranjos de pagamento fechadas (moeda eletrônica – fintech) podem firmar acordos bilaterais entre si para estabelecer regras, obrigações e responsabilidades sem a interferência das bandeiras. Deixar que os arranjos abertos definam unilateralmente as regras é voltar ao modelo tradicional de negócios que limita o acesso aos meios de pagamento.

A pedido da Abranet (Associação Brasileira de Internet), o Insper fez um estudo sobre os impactos da regra proposta pelo Bacen nos novos modelos de negócios existentes no mercado e na economia (segue o link: Regulação em Meios de Pagamento: Contratos de Interoperabilidade ou Participação?). Segundo o estudo, em pouco tempo haveria reversão dos movimentos de inclusão financeira, de formalização da economia, e da tendência de oferta de serviços mais baratos pelas fintechs.

No mercado, as novas regras provocariam a reversão na tendência de desconcentração, o desestímulo ao surgimento de modelos nacionais de moedas eletrônicas e ao investimento. Nos modelos de negócios, elas atingiriam em cheio os investimentos em inovação e a capacidade competitiva, provocando a reprecificação do modelo para cima. Além disso, aponta o estudo, o desincentivo ao uso de papel moeda pode entrar em risco, já que os arranjos tradicionais estão focados nas grandes companhias e os arranjos simplificados, no microempreendedor.

O estudo lista os produtos e serviços inovadores que serão afetados pelas novas normas. Entre eles estão a transferência e os pagamentos entre contas, a transferência de dinheiro para cartões pré-pagos, as maquininhas sem cobrança de aluguel e de baixo custo, os pagamentos por meio de links em redes sociais, os novos modelos para mobilidade urbana, como o Sem Parar, e os emissores de moedas eletrônicas.

Deixar que as regras de pagamentos eletrônicos sejam definidas somente pelos arranjos abertos é devolver a economia digital ao patamar de dez anos atrás.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

UX Eye for a Tech Guy: Projetando Chatbots que os Usuários não irão Odiar

Primeiramente, precisamos entender o Chatbot como um produto digital, um software. Assim, diversas práticas e processos de design de sistemas de computação podem ser aplicados ao processo de sua criação.

Todavia, desenvolver um Chatbot é um processo de design centrado no ser humano e envolve muitas disciplinas que vão além do digital. Não se trata apenas de um processo voltado ao desenvolvimento e códigos, desenvolver um Chatbot também envolve a análise de pessoas e conversas (textos).

Ou seja, a programação é um aspecto fundamental no projeto, porém na falta de um bom design conversacional, nem as melhores plataformas de desenvolvimento, as mais avançadas tecnologias de NLP (Natural Language Processing) ou a Inteligência Artificial vão criar um bom Chatbot  - elas não são garantia de sucesso. 

Um dos fatores de sucesso no desenvolvimento de Chatbots é saber que o serviço atenderá as expectativas de seus usuários, caso consiga resolver seus problemas e questionamentos, pois ninguém vai revisitar o Chatbot apenas porque o achou ou bem apresentado.

Desta forma, o planejamento é fundamental para a construção de Chatbots bem-sucedidos. A seguir são listados alguns princípios e procedimentos essenciais para guiar um processo de criação de Chatbots.

Princípios para design de Chatbots

Chatbots precisam ter um propósito;
Chatbots devem ser especialistas 🎯, nunca generalistas;
- Assim como atendentes humanos, Chatbots devem se apresentar para interlocutores 💡;
- Fluxos de conversação de Chatbots sempre devem terminar em uma ação💡;
- Deve-se definir uma persona 👩🏻👨🏽para o Chatbot 🎯🎨.

Deve-se evitar o uso de respostas repetidas. O ideal é usar diferentes frases a fim de melhorar o engajamento, dando a sensação que o Chatbot está efetivamente aprendendo com o tempo e lembrando das coisas que as pessoas falam para ele -  nome, endereço, o que gostam, etc.

Segundo alguns dados do Botanalytics Blog, os usuários que conversam com um bot apresentam, no primeiro dia, níveis de envolvimento/retenção muito bons. Por outro lado, o efeito do segundo e/ou terceiro dia é muito ruim, chegando a níveis de abandono da conversação de 40 a 50% dos usuários.

A fim de melhorarmos a retenção na revisitação do Chatbot, precisamos estar atentos às seguintes premissas:

Chatbots devem ter respostas curtas 💡🎨

Mensagens muito longas fazem com que as pessoas se cansem. 😴

Chatbots devem facilitar as coisas 💡🎨

Chatbots precisam estar atentos, antecipar necessidades e ajudar as pessoas com o mínimo de interações possível.

Assim, o planejamento da Experiência do Usuário (UX) em termos da interface de usuário baseada em comandos de voz e conversação deve levar em conta um processo de design e criação de Chatbots que convivam bem com os usuários. 

Desta forma, o entendimento e análise dos usuários deve ser uma das premissas para o planejamento e desenvolvimento dos bots que irão atendê-los.

Entendendo seus usuários e as implicações do cliente

Todo projeto de UX começa com as seguintes perguntas: 

- O que sabemos sobre os clientes? 
- Quais são suas necessidades, experiências e comportamentos? 
- O que precisamos saber sobre os usuários para garantir que os serviços prestados sejam bem-sucedidos?

O mesmo se aplica aos Chatbots...

Quais são as novas considerações para o Chat?

Ao criar um Chatbot, um excelente ponto de partida seria entender o que os consumidores pensam e quais as suas expectativas sobre os Chatbots. Seguem algumas estatísticas (vide Ubisend para mais detalhes):

- 21% dos consumidores vêem os Chatbots como a maneira mais fácil de entrar em contato com as empresas. (ubisend, 2017)
- 27% dos consumidores crêem que comprariam um produtos e serviços básicos por meio de Chatbots. (Drift, 2018)
- 40% dos consumidores não se importam se um Chatbot ou um ser humano os atenda, contanto que recebam a ajuda de que precisam. (HubSpot, 2017)
- 15% dos consumidores se comunicaram com uma empresa via Chatbot nos últimos 12 meses. (Drift, 2018)
- 48% dos consumidores preferem um Chatbot realmente capaz de resolver problemas do que um Chatbot que tenha personalidade. (Business Insider, 2017) *

E quanto aos Contextos do Cliente em relação ao chat?

Normalmente, considera-se a localização, a emoção e a ação no desenvolvimento da UX em sites web. Porém, o que deveria ser considerado no caso dos Chatbots? Seguem alguns contextos importantes a serem analisados:

- O consumidor acha mais fácil acessar informações por meio de um Chatbot em vez de navegar em um site? 
- O consumidor faz parte da geração que se comunica melhor por mensagens de texto (WhatsApp - gerações X, Y [ou Millennials] e Z) ou é da geração que prefere procurar por um número de telefone para entrar em contato com uma empresa (gerações Boomer e Babybommer)? (vide Blog da Economia Digital para mais detalhes)
- Qual seria sua propensão para interagir com um Chatbot quando estressados ou têm pouco tempo?

Identificando o problema

Questões a se considerar: 

- O Chatbot contribuirá para melhorar a experiência do usuário já existente na base de clientes? 
- Podemos usar o Chatbot para dar continuidade a atendimentos pré-existentes?
- Devemos usar o Chatbot apenas para novos usuários e/ou venda de novos produtos ou serviços? 

Essas considerações combinadas permitem que os problemas mais importantes sejam identificados.

Definindo o escopo

"Persona" do Chatbot: Certamente, a funcionalidade deve ser a principal preocupação dos Chatbots. Afinal, se as pessoas não conseguem usar o Chabtot para acessar as informações ou serviços desejados, de nada adianta prover um Chatbot com personalidade avançada. Todavia, atribuir uma personalidade marcante, que seja tão envolvente quanto possível é um requisito importante.

Criando conversas 

O mapeamento da arquitetura conversacional requer o uso de ferramentas que automatizam o processo, além de permitir a colaboração do trabalho em tempo real.

Neste caso, pode-se usar o Lucidchart para esboçar e compartilhar os diagramas de fluxograma relativos à árvore de decisão na qual o Chatbot se baseia. Já, para a sua prototipação, uma boa ferramenta seria o BotMock.
Existem dois tipos principais de conversas de Chatbot:

Chatbot orientado a tarefas (task-led), onde o objetivo é atingir determinados resultados, orientando-se o chat por meio do funil de conversação. 
Chatbot orientado por temas (topic-led), no qual a conversa é conduzida por tópicos; esse tipo de chat é mais indicado para serviços de entretenimento.
O desenvolvimento de conversas conduzidas por tarefas (task-led) é um trabalho complexo, exigindo o mapeamento de todos os enunciados possíveis na conversa, além da definição em quais fluxos eles se encaixam, canalizando o contato até o ponto de atender às necessidades do usuário. 

Por outro lado, embora as conversas lideradas por tópicos exijam alguma definição dos tópicos a serem explorados, eventualmente diversos temas podem ser explorados pelo usuário em conversas sem necessariamente atingir um objetivo final.

Indicadores quantitativos de análise contextual do Chabot

Por fim, a análise de desempenho do Chatbot, necessária para a descoberta de falhas e implementação de novas funcionalidades deve ser baseada nos seguintes indicadores genéricos, além daqueles específicos a cada caso de uso.

- Informações Demográficas / Sexo / Locais / Horários do Dia / Dispositivos;
- Necessidades e Intenção / Principais Declarações;
- Fallbacks de Erro;
- Conclusão e/ou Abandono da Tarefa de Mapeamento de Funis;
- Tempos de Sessão;
- Retenção de novos Usuários em Retorno;
- Indicadores Qualitativos de Análise ou o Porquê do Quantitativo;
- Classificações de Usuários baseadas em Texto;
- Captura de Sentimentos;
- Observação em Tempo Real;
- Teste de Usabilidade.
Considerações finais

A criação de um excelente Chatbot requer o entendimento da motivação das pessoas ou os seus micro-moments para resolver os problemas.

O mapeamento dos pontos de contato utilizando conceitos de design de serviços podem facilitar bastante a criação das interações/conversas do Chatbot - ainda mais quando se associa essa ideia a Design de Antecipação.

As pessoas que trabalham como Estrategistas de UX ou Estrategistas de Conteúdo serão fundamentais para a construção de bons diálogos.

Finalmente, um bom projeto de Chatbot deve evitar as práticas e características, que fazem parte dos 6 mandamentos do Chabot.

Não seja autossuficiente (self contained)

Chatbots precisam fazer parte do todo. É fundamental que o bot tenha envolvimento com a estratégia do cliente; caso contrário, pode-se estar criando um bot desarticulado, isolado em um silo.

Não finja ser um humano

Certifique-se de que os clientes não pensem que estão conversando com uma pessoa real ao invés de estar interagindo com um Chatbot, pois, esta situação criará criará expectativas desalinhadas.

Sempre escalar o chamado no momento certo

Se os clientes não estiverem obtendo as respostas que precisam, existe um alto risco de frustrá-los, caso não possam falar com uma pessoa.

Mantenha-se relevante

Os Chatbots precisam de manutenção e aprendizagem constante de conteúdo.

Não se esconda

O Design, Posicionamento e Identidade Visual do Chatbot são primordiais para que os clientes possam encontrá-lo e interagir facilmente com o mesmo

Chatbot deve fazer parte do site e da experiência móvel como um todo. 

Os maiores benefícios surgem quando o Chatbot é proativo, se antecipando na identificação de oportunidades e problemas resolver.

Colabore com os demais departamentos

A fim de que o usuário tenha uma experiência única, é fundamental que exista uma interação abrangente e transparente entre os departamentos de marketing, experiência digital UX), vendas e o atendimento ao cliente.
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segunda-feira, 2 de abril de 2018

[R]evolução do eCommerce: Internet das Coisas + Commerce-Based IoT

A Disrupção dos Pagamentos Eletrônicos na 
era da Internet das Coisas
No admirável mundo novo da Internet das Coisas, qualquer “coisa conectada” poderá disparar processos de compra, tomando decisões automatizadas baseadas na demanda de contratação de um serviço ou na aquisição/reposição de um produto. Trata-se do conceito de “Commerce-Based IoT”.

A Visa e a IBM são as pioneiras a levar o ecommerce às coisas conectadas

Assim, por meio de uma parceria entre uma líder mundial de pagamentos e a inteligência do IBM Watson IoT, estes gigantes colaborarão para que todo e qualquer dispositivo conectado passe a atuar com se fosse um eConsumidor. Combinando tecnologia às possibilidades de negócios da IoT, Visa e IBM vão permitir que empresas de todos os tamanhos introduzam experiências seguras de pagamento eletrônico em qualquer objeto conectado à Internet com facilidade.
Desta forma, com este novo e muito mais abrangente eCommerce, dispositivos inteligentes serão capazes de adquirir produtos e serviços de forma monitorada ou autônoma.

Um bom exemplo são os carros conectados

Um motorista pode ser alertado, por exemplo, quando a garantia do carro estará prestes a expirar ou quando alguma de suas peças precisará ser substituída. Munido desta informação, o condutor pode encomendar as peças ou agendar uma revisão em sua oficina preferida com o simples toque de um botão. Outra facilidade seria pagar o abastecimento por meio de uma interação direta entre o carro e a bomba de combustível.

— A previsão é de que existirão mais de 380 milhões de carros conectados até 2021.
Todavia, a fusão entre a Internet das Coisas e os Meios de Pagamentos não se limitará aos connected cars. Os wearables, por exemplo, contribuirão de maneira ímpar na introdução do “Commerce-Based IoT” ao nosso dia-a-dia. Por meio de um dispositivo conectado, um atleta poderá receber um alerta sobre a hora de trocar seu tênis de corrida, por exemplo, incluindo recomendações sobre o melhor modelo, o menor preço e os revendedores preferidos.
Adicionalmente, podem ser oferecidas recomendações relevantes e adaptadas, incluindo dicas sobre nutrição e equipamentos, com base no desempenho individual, no clima local e nas preferências de compras.
A contrapartida para os investimentos das marcas e fornecedores na oferta destes novos serviços aos consumidores são os dados coletados em campo, oriundos dos diversos dispositivos de IoT conectados, que poderão ser usados para criar padrões de comportamento e consumo, viabilizando predições de necessidades futuras. Esta massa de dados coletados é denominada BigData.
Com plataformas e aparelhos eletrônicos cada vez mais conectados, a tendência é que eles se tornem mais unificados e “vestíveis” (wearables). Ao confrontar-se esta tendência à era da Realidade Virtual e Aumentada, pode-se esperar super wearables como, por exemplo, lentes de contato capazes de relacionar produtos às imagens visualizadas, permitindo sua compra literalmente num piscar de olhos.
Enfim, podemos dizer que a disrupção do comércio é do tamanho de uma Vending Machine gigante! Pelo menos, é o que o Alibaba pretende fazer, ainda este ano com a venda de veículos na China, como ilustra o vídeo a seguir:


Estas inovações, no entanto, ainda estão no início de sua viabilização. Vale lembrar que a grande maioria das tecnologias que dominarão nossas vidas daqui a 30 anos ainda não foi inventada. Ou seja, não é preciso ser a Visa ou a IBM para liderar a inovação tecnológica que está por vir.
Por fim, devido à abrangência da disrupção a ser promovida pela Internet das Coisas, nunca houve um momento melhor, na história da humanidade, para inovar e empreender como hoje. Os sujeitos grisalhos de 2050 dirão: “Já pensou como teria sido inovar em 2018 ou 2019? Era uma verdadeira terra de ninguém, dava para escolher qualquer negócio, salpicá-lo com inteligência artificial e jogar na nuvem. Poucos dispositivos tinham mais de um ou dois sensores, em vez das centenas de sensores atuais. As expectativas e barreiras eram muito baixas. Era fácil ser o primeiro”.

Essa é a melhor época de toda a história do mundo para começar algo. Você chegou bem a tempo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Gerson Rolim é o novo Diretor de Relacionamento da Abinc

CIO da Vecto Mobile será responsável por engajar associados e mercado na evolução da Internet das Coisas no país

ABINC - Associação Brasileira da Internet das Coisas

São Paulo, 20 de dezembro de 2017 – Gerson Rolim, CIO da Vecto Mobile, empresa brasileira 100% focada conectividade IoT, foi eleito para a diretoria de relacionamento da Associação Brasileira de Internet das coisa (Abinc), entidade sem fins lucrativos criada em 2015 com o objetivo de incentivar a troca de informações e fomentar iniciativas comerciais, pesquisa e desenvolvimento de projetos e aplicações de Internet das Coisas no país.

Rolim, que por dez anos manteve foco e dedicação exclusivos no comércio eletrônico, será responsável por planejar, executar e administrar ações e campanhas de relacionamento e engajamento com o mercado, os associados, os parceiros e as demais entidades brasileiras e fora do país. Além de implantar a estratégia de divulgação e o plano de crescimento da entidade.

A evolução da Internet das Coisas passa pelo comércio eletrônico”, diz o executivo. “Eletrodomésticos, automóveis, residências vão começar a realizar compras de maneira inteligente, graças aos sensores IoT, e passarão a integrar o ecossistema do e-commerce B2B e B2C, ajudando em sua evolução”.

Rolim observa ainda que há muito mercado para a IoT no Brasil, com destaque para o agronegócio, onde os sensores e a inteligência artificial aplicada (machine learning) terão papel fundamental na produção agrícola, na pecuária e no maquinário.

O novo diretor de relacionamento da Abinc é também diretor de comunicação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

Além de Rolim, integram a diretoria da Abinc eleita na semana passada: Flavio Maeda (presidente), Paulo José Spaccaquerche (vice-presidente), Herlon Oliveira (diretor de relações institucionais), Luís Viola (diretor de tecnologia), Herbert Carvalho (diretor administrativo financeiro), Marcio Cots (diretor jurídico) e Luís Eduardo Alver Severino (diretor de marketing).

Sobre a Vecto Mobile – Empresa brasileira focada em soluções de telecomunicação para negócios ligados à Internet das Coisas (IoT) para as Américas. Atua em setores como agronegócios, meios de pagamento, transporte, segurança, saúde e indústria, e trouxe para o país o primeiro SIM Card IoT a ser integrado a dispositivos móveis que tenham que operar em locais inóspitos, de difícil acesso e sujeito a intempéries. A Vecto Mobile faz parte do grupo Naka Mobile. Mais informações: www.vectomobile.com.br.



Informações para a imprensa:
Gisele Ribeiro – imprensa@vectomobile.com.br
Tel.: (11) 98193-5104
Skype: Imprensa Vecto Mobile

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Como a Vecto Mobile pode contribuir com os ISP (Internet Service Providers) no fomento da IoT

Conectividade em IoT - Internet das Coisas
Independentemente da dimensão e importância a ser atingida pela Internet das Coisas, as operadoras de telefonia móvel terão uma participação de protagonismo na era da IoT
É evidente que, quando as empresas de telecomunicações praticam os conceitos da Transformação Digital (Digital Transformation – DX), fazendo uso inteligente de tecnologias digitais, elas contribuem para a evolução do mercado como um todo. Seria algo como uma implementação da Internet das Coisas no atacado! Na raiz!
Resumidamente, a Internet das Coisas pode ser entendida como projetos envolvendo a conectividade de Sensores à Nuvem, normalmente situados em regiões afastadas, onde apenas a conectividade móvel torna-se possível.
Neste cenário, a Vecto Mobile traz uma proposta única, capaz de acelerar a implementação e aumentar o valor percebido dos projetos de Internet das Coisas dosISP. Assim, por meio de sua oferta multi-operadora de telefonia móvel (Multi IMSI), com reconexão automática, a Vecto maximiza a disponibilidade dos dispositivos que se conectam à operadora de melhor sinal na região, buscando automaticamente a próxima operadora disponível, sempre que o sinal da atual tornar-se indisponível.
Desta forma, a Vecto pode ser entendida como o parceiro de última milha, capaz de conectar os sensores IoT móveis e/ou remotos à Nuvem dos ISP.
Internet das Coisas, porém, é uma extensão de conectividade para uma gama muito mais ampla do nosso ambiente, permitindo uma percepção mais profunda de dados, análises e capacidades de controle. E nesse aspecto, as operadoras de telefonia móvel podem assumir um papel ainda mais expressivo. Como a Internet das Coisas encontra-se em sua pré-infância, caso as Telcos preencham os gaps atualmente existentes nas cadeias de valor necessárias para o desenvolvimento de soluções de IoT, certamente elas contribuirão sobremaneira para a aceleração de sua adoção e ampliação de seu valor percebido.
Ciente deste cenário, a Vecto desenvolveu uma oferta de Telemetria de Dispositivos Inteligentes a fim de monitorar o funcionamento de sensores e demais dispositivos necessários para a implementação de soluções de Internet das Coisas.
Com a Telemetria Vecto Mobile (Telemetry & Predictive Maintenance), pode-se conectar e monitorar ativos de forma rápida e fácil, além de analisar seus dados (BigData) em tempo real em cockpits customizados, baseados em data science e computação cognitiva (redes neurais).
Essa solução integra a coleta de dados do dispositivo em tempo real com a aplicação de modelos analíticos preditivos e de Machine Learning.
Assim, cria-se um sistema de Manutenção Preditiva, fornecendo-se uma nova inteligência que pode promover ganhos de eficiência e aumentar os fluxos de receita, ao prever e corrigir falhas futuras nos smartdevices da Internet das Coisas.